As luzes estão montadas, a mesa está posta e a casa, cheia. Para quem construiu um patrimônio ao longo de décadas, as festas de fim de ano trazem um sentimento misto: a alegria de ver a família reunida e uma preocupação silenciosa, quase um sussurro, que surge ao observar os filhos e netos:
“Se eu não estiver aqui no próximo Natal, essa harmonia continuará? Ou tudo o que construí será motivo de discórdia?”
Não gostamos de falar sobre finitude entre brindes e celebrações. Mas é exatamente o amor por quem está sentado à sua mesa que exige essa reflexão agora. O ano de 2026 se aproxima trazendo mudanças drásticas no cenário tributário brasileiro e, com elas, a necessidade urgente de organização.
O “Sócio Oculto” na sua Ceia
Muitas famílias não sabem, mas existe um “herdeiro” indesejado aguardando o momento da sucessão: o Estado.
No Brasil, o processo de inventário não é apenas burocrático e doloroso emocionalmente; ele é caro. Estudos e casos reais mostram que, somando honorários, custas judiciais e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), uma família pode ver até 40% do patrimônio construído desaparecer durante a transição de bens.
E o cenário para o próximo ano exige atenção redobrada. Com as discussões avançadas sobre a Reforma Tributária, a tendência é de aumento progressivo nas alíquotas de impostos sobre heranças. A inércia, neste momento, é uma decisão que pode custar caro aos seus filhos.
Imprevistos não mandam aviso prévio
Seja uma questão súbita de saúde ou um revés empresarial, a vida não espera que estejamos “prontos”.
Quando o patrimônio está na Pessoa Física, ele fica exposto. Uma dívida trabalhista, um acidente de trânsito ou uma questão fiscal podem atingir diretamente os bens que garantem o sustento da sua família.
A desorganização gera lentidão. Em um momento de crise, sua família teria acesso imediato aos recursos necessários? Ou os bens estariam travados em processos judiciais, dependendo de alvarás para serem movimentados?
A Holding Familiar como um Ato de Amor
É aqui que mudamos a perspectiva. Muitos veem a Holding Familiar apenas como uma ferramenta jurídica ou tributária. Devemos enxergar de outra forma: ela é um sistema que traz paz de espírito.
Ao institucionalizar o patrimônio — transferindo-o do CPF para um sistema de empresas (CNPJs) organizado — você não está apenas buscando eficiência tributária (embora a economia seja brutal, por exemplo, reduzindo tributação sobre receitas de aluguéis dos atuais 27,5% para cerca de 11%).
Você está, na verdade, entregando o maior presente possível: a garantia de que não haverá brigas.
Um sistema de Holding Familiar bem estruturado permite:
- Evitar o Inventário: O “gatilho” sucessório é automático. Sem juiz, sem cartório, sem custos exorbitantes no momento do luto.
- Manter o Controle: Você, patriarca ou matriarca, continua no comando absoluto de tudo enquanto viver (através de cláusulas de usufruto e administração permanente).
- Proteger o Legado: Cláusulas de incomunicabilidade e impenhorabilidade protegem o patrimônio contra reveses nos casamentos dos filhos ou riscos externos.
Uma Resolução de Ano Novo que Realmente Importa
Enquanto todos planejam mais do mesmo para 2026, convido você a planejar a perpetuidade da sua história.
A organização patrimonial não é sobre o fim; é sobre garantir que o futuro da sua família seja tão próspero quanto o presente que você construiu. É sobre olhar para a mesa de Natal e saber que, aconteça o que acontecer, aquelas pessoas estarão protegidas e unidas.
Não deixe para “depois do Carnaval”. O cenário fiscal está mudando e a segurança da sua família não deve depender da sorte.
Que tal começar 2026 com essa questão resolvida?
Se este texto ressoou com você, convido a conhecer nosso E-book O Legado em Risco 3 Como Empresários Visionários Protegem seu Patrimônio e Unem a Família. É o primeiro passo para entender, sem “juridiquês”, como proteger a harmonia da sua casa.
Desejo Boas Festas e decisões sábias!

